Santuário Nossa Senhora da Agonia
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PAZ E BEM POR TODA A SUA VIDA

Publicado em 25 de agosto de 2017 \\ Palavra do Padre

Jesus traz Deus a nós e nos leva a Deus. Com Ele a nossa vida é transformada e renovada e podemos ver a realidade com outros olhos, pelo ponto de vista de Jesus, com os olhos Dele. Por isso e por essa razão, assuma Cristo em sua vida e você encontra um amigo em quem poderá confiar sempre!

Assuma cristo e você verá as asas da esperança espalhando-se e fazendo-se caminhar com alegria rumo ao futuro!

Assuma Cristo, e sua vida será plena de seu amor, será uma vida produtiva, por que todos nós queremos ter uma vida frutífera, uma vida de doação ao próximo.

Pensamento para hoje:

Contemporizar, é palavra que só se encontra no dicionário dos que não tem vontade de lutar. Comodistas, manhosos ou covardes, por que de ante mão, se sabem vencidos. Esteja com você a benção de Deus que é todo-poderoso, Pai, Filho e o Espirito Santo, Amém! São Lourenço, Rogai por nós!

Pe. Jésus A. Guimarães
Reitor do Santuário Nossa Senhora da Agonia

Paz ao seu coração

Publicado em 4 de agosto de 2017 \\ Palavra do Padre

Peçamos ao Senhor que sempre direcione nossas mentes e nossos corações para Ele, como rochas vivas da igreja, de modo tudo o que fizemos toda nossa vida cristã, possa ser nosso luminoso testemunho de sua misericórdia e de amor. Dessa forma, vamos trilhar o nosso caminho em direção à meta da nossa peregrinação terrena, ao tão belo Santuário, a Jerusalém celestial.

Pensamento para hoje: “Não repreendas quando sentes a indignação pela falta cometida, espera pelo dia seguinte ou mais tempo ainda e depois tranquilo com a intenção purificada, não deixe de repreender, conseguiras mais com uma palavra afetuosa do que com três horas de briga”.

Desça sobre você, a bênção de Deus que é todo-poderoso, Pai, Filho e o Espirito Santo. Amém!

Pe. Jésus A. Guimarães
Reitor do Santuário Nossa Senhora da Agonia

MARIA NO MISTÉRIO PASCAL DE CRISTO

Publicado em 2 de agosto de 2017 \\ Palavra do Padre

Conforme o saudoso São João Paulo II: “A Mãe do Redentor tem um lugar bem preciso no plano da Salvação, porque, ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido duma mulher, nascido sob a Lei e para que recebêssemos a adoção” (Redemptoris Mater 1). Sendo assim a Virgem Imaculada tem um papel ímpar na vida e no mistério de Cristo. Foi mulher presente e atuante na vida de seu Filho. No Mistério Pascal de Jesus é possível ver a Mulher que acompanha, que sente junto, que sofre com seu amado Filho, por isso, não é de modo errôneo que Maria pode ser chamada como a “mulher da manjedoura até a Cruz”. Como entender o sofrimento de Maria ao ver sua criança, o fruto de seu ventre, caminhando rumo a Cruz? Um dos lugares onde é possível observar Maria dentro do Mistério Pascal de Cristo, sem sombra de dúvidas, é no encontro com seu Filho no Calvário.

Um encontro de dor, talvez pela situação, mas um encontro de muito amor, entre Mãe, a Virgem das Dores e Jesus, o Filho de Deus. Maria teve seus encontros em sua vida: com o anjo Gabriel (Lc 1,26ss), com Simeão no Templo (Lc 2,35), com Jesus perdido entre os doutores da Lei (Lc 2,41ss), e tantos outros. Jesus que também se encontrou com tanta gente: doentes, enfermos, excluídos, poderosos, chefes e doutores. Agora ambos fazem um encontro no Caminho do Calvário. A piedade popular ao se defrontar com esta cena se comove diante da Mãe das Dores e da tragédia de Jesus, tanto que este encontro está entre as conhecidas sete dores de Maria. Cumpriu-se assim a profecia de Simeão: “Uma espada transpassará a tua alma” (Lc 2,35).

Maria, a escrava do Senhor, seguiu sempre o seu Filho por meio da renúncia e do sacrifício até a Cruz. Ela nos pede essas mesmas disposições internas quando nos diz: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Desde o começo da via dolorosa, Jesus esperou pelo encontro com sua mãe, um momento doce no meio de tantos sofrimentos físicos e morais. Quantas recordações de infância: Belém, o longínquo Egito, a aldeia de Nazaré. Agora também a quer junto de si, no Calvário.

A Virgem das Dores se faz presente na vida de Jesus, a Mulher “Cheia de Graça” está em meio a “desgraça” da condenação de seu Filho. Somente após a Ressurreição, será possível para Maria e os discípulos compreenderem que esta “aparente desgraça” manifestou a atuação da graça de Deus no Mundo, por meio do Amor derramado na Cruz por Cristo – só um amor que vai até as últimas conseqüências é digno de Fé! Nos dizeres de São João Paulo II: “Mediante sua fé, Maria está perfeitamente unida a Cristo no seu despojamento” (Redemptoris Mater 18). O que mais deve nos encantar em Maria é “como ela se abandonou nas mãos de Deus sem reservas, prestando o pleno obséquio da inteligência e da vontade Aquele cujas vias são imperscrutáveis!” (Redemptoris Mater 18). “O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a Virgem Eva atou, com a sua incredulidade, a Virgem Maria desatou-o com a sua fé! (Lumen Gentium 56).

Aos pés da cruz contemplamos a Bondosa Virgem que cheia do Espírito Santo, aceitou gerar Jesus e que naquele momento de dor, por amor, contempla o Filho crucificado e compreende no seu íntimo que Ele se entrega livremente para cumprir sua missão. E Jesus na agonia, entrega sua Mãe a João como seu filho.

Mesmo diante do grande mistério, das lágrimas e da espada de dor que transpassa seu coração Maria, a Senhora das Dores, ao entregar seu Filho à humanidade, também se entrega a nós como Mãe para nos mostrar que mesmo frente às dificuldades é possível ouvir a voz de Deus e ser sinal visível de sua presença no mundo.
Maria é aquela que nos aceita como filhos, que nos ampara e que nos coloca sempre aos pés de seu filho Jesus. Dentre tantas virtudes que marcaram sua vida, no semblante de Maria que contempla seu amado, percebemos por meio de suas lágrimas a humilde serva que cumpre com nobreza a Palavra do Senhor.

A Senhora do Amparo, sofre no silêncio e sabe no seu íntimo que é preciso cumprir a vontade do Pai. Ela se curva diante da missão de seu Filho, se deixa sempre conduzir pelo Espírito Santo, por isso é bendita entre todas as mulheres, cheia de graça, a grande intercessora, Mãe da Igreja e da humanidade.

Quando olhamos para a vida de Maria percebemos que ela nos precedeu em todos os caminhos, no gesto único de se colocar a disposição de Deus: “Eu sou a serva do Senhor. Aconteça-me segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

Maria foi à primeira evangelizadora, sempre disposta a anunciar com a sua vida Jesus. Ela como ninguém assume a vontade de Deus em sua história e coloca-se a disposição D’ele para que o Reino aconteça; essa é uma dimensão fundamental na vida do sacerdote que deve ter como centro de seu ministério o próprio Cristo, levando-o em seu coração e em sua vida do mesmo modo que Maria o fez: Ela aceita que a centralidade de sua vida seja o projeto de Deus.

O testemunho do sacerdote tem um grande espelho: o testemunho e a vida de Maria que alimenta ainda mais a vivência do sacramento da Ordem. O testemunho pessoal de Maria é o exemplo primordial para toda a humanidade. O dom de sua vocação deve ser motivação para a missão de todo sacerdote.

Maria assim como João Batista, André e Pedro, é uma grande testemunha de Cristo, como os Apóstolos ela nos leva a Jesus, um testemunho que passa pela disposição em servir.

Tendo em vista o Concílio Vaticano II, o estado de vida consagrada “se baseia nas palavras e nos exemplos de Jesus” (Lumem Gentium 43). Partindo da luz que é Cristo, temos Maria, a fiel discípula, que é modelo de vida para todos os discípulos, especialmente para os que desejam consagrar-se totalmente ao projeto de Deus. A doutrina sobre a exemplaridade da Virgem Maria cresceu expressivamente no período pós-conciliar.

Maria é a imagem da conformação ao projeto trinitário realizado em Jesus Cristo; ela é a discípula mais perfeita, mais radical e é a grande continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários. Nela encontramos o exemplo vivo de incentivo para a vivência da vocação sacerdotal segundo o coração de seu filho Jesus Cristo.
Salve Rainha, Mãe de Deus, és Senhora e nossa Mãe; nossa doçura, nossa luz, doce Virgem Maria. Ajudai-nos a respondermos com fidelidade a nossa vocação. Amparai todos os peregrinos que passam pelo nosso Santuário. Amém!

Pe. Lucas Silva Crispim

 

Paz ao seu coração

Publicado em 1 de agosto de 2017 \\ Palavra do Padre

Primeiro de Agosto, começando um novo mês, um novo semestre com retorno as aulas.

Uma palavra a você que retome a suas atividades escolares como professor, estudante e jovem. Comprometam com seus deveres diários nos seus estudos, no seu trabalho, nas suas relações de amizade em ajudar ao próximo. Seu futuro também depende de como vocês vivem esses preciosos anos de suas vidas. Não temam o compromisso, o sacrifício, e nem veja o futuro com medo, mantém suas esperanças vivas, a sempre uma luz no horizonte.

Desça sobre você, sobre sua vida, seu trabalho de hoje, esse novo mês/semestre a bênção de Deus que é todo-poderoso, Pai, Filho e o Espirito Santo.

Amém!

Começar bem!!!!

Publicado em 13 de janeiro de 2017 \\ Palavra do Padre

Estimados amigos, romeiros e benfeitores de nosso querido Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Agonia:

Com a graça de Deus iniciamos mais um ano contando com a copiosa intercessão de Nossa Senhora, Mãe de Deus.

É preciso sempre olhar para trás e perceber tudo o que fizemos de bom como também ter consciência de tudo de bom que deixamos de fazer e que pode ser feito neste ano novo.

Muitos pedem um ano melhor, mas se esquecem que o ano novo só será melhor se de fato nós também nós formos melhores.

Podemos ser melhores em tudo. Basta acreditar e esforçar para que nossos sonhos se tornem realidade.

Desde o amanhecer até a noite que não falte o amor em tudo: Deus é amor!

O amor é capaz de transformar tudo!

Assim sendo, deixemos para trás as coisas ruins do ano que se passou, guardemos as boas ações e lembranças. Vivamos bem e intensamente o momento presente. E confiemos a providência divina nosso amanhã.

Certos de nossa estima, nossa gratidão a todos que direta ou indiretamente contribuem com a manutenção do Santuário de Nossa Senhora da Agonia.

São muitas mãos que se unem e se fortalecem a cada dia na construção de uma Igreja Viva e Missionária! O Santuário é a casa da Mãe! É a casa de todos os seus filhos!

Que ao longo deste ano de 2017, Ano Mariano, nosso Santuário seja ainda mais divulgado, conhecido e que pela intercessão de nossa amada Senhora da Agonia, seus inúmeros devotos façam a experiência pessoal de Jesus Cristo!

Obrigado pelo carinho e dedicação de todos!

Pe. Lucas Silva Crispim. Vice-Reitor

Ele Veio

Publicado em 24 de dezembro de 2016 \\ Palavra do Padre

“ Ele veio por nós, pecadores e é isto que é bonito. Deixem-nos olhar pela misericórdia de Jesus, façamos festa e guardemos a lembrança desta salvação! ” Papa Francisco Deus se faz homem por nós

Eis que o anjo anuncia uma grande notícia que será alegria para todo o povo: “hoje na cidade de Davi nasceu para vós um Salvador, que é Cristo, o Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura! ” Lc 2, 9-12

Esta é a nossa alegre certeza, embora muitos homens não vivam este momento como já nos tempos passados com os antigos profetas. Porém nossos ouvidos escutam no meio da noite: a estrela da manhã se levantou; um menino nasceu para nós. O seu nome é Emanuel: Deus está conosco! Um Salvador na figura de uma criança, um Salvador tão vulnerável, tão frágil e desarmado como uma criança.

Neste tempo presenciamos tantos meios que nos distanciam do verdadeiro sentido do Natal. Muitos fazem do Natal a festa da sociedade de consumo, do esbanjamento institucionalizado; festas dos presentes e das decorações luminosas; festa de uma certa poesia de bondade generalizada, de um difuso sentimentalismo com verniz de generosidade e emoção.

As palavras que este Menino irá trazer consigo não serão fáceis de serem ouvidas por muitos. O Natal não pode ser e não é apenas uma tradição anual, não é um mito, não é uma fábula. Jesus é a parte verdadeira da nossa história humana.

Jesus é a nossa esperança desde o seu nascimento. A frágil criancinha que jaz na manjedoura é o salvador do mundo. Esta é a verdadeira mensagem do Natal: sem mito nem lenda o Verbo se fez carne e habitou entre nós.

Portanto, Natal é desejar o melhor a quem queremos bem, fortalecer a fé, renovar esperanças, desejar a paz, viver a fraternidade.

Que o Deus Menino renasça em seus corações! Feliz Natal! Gratidão pelo ano de 2016 e renovada esperança em 2017!

Cultivar a cada dia a Espiritualidade

Publicado em 17 de março de 2016 \\ Palavra do Padre

O Senhor nos chamou à vida e a partir do nosso Batismo passamos a pertencer a uma grande família: Família de Deus, Nação Santa! Recebemos Dele um chamado especial e nos realizamos na medida em que cumprimos bem nossa missão. Chamados por amor, recebemos a missão de levar a cada dia a Palavra de Deus aos nossos semelhantes com o testemunho de vida.

A espiritualidade do cristão consiste num modo de ser, marcado pela constante ação de Deus nas mais diversas atividades que realizamos. Muitos entendem a espiritualidade apenas com práticas devocionais: orações decoradas, recitação do santo terço, momentos de presença nos templos sagrados.

Todas estas práticas são importantes, nos ajudam a fortalecer nosso modo de agir e fazem parte de nossa tradição. No entanto, é necessário rezar com a vida sempre. Trabalhando com amor, considerando as pessoas que estão a nossa volta, amando indistintamente a todos.

Romper com o pecado significa construir um laço de amizade cada vez mais intenso com o Senhor, através da escuta atenta de Sua Palavra e da prática do amor que é capaz de curar todas as nossas mazelas.

Com coragem e entusiasmo queremos assumir, cada vez mais, nossa responsabilidade, contando sempre com a graça de Deus. A cruz é pesada, porém confiamos Nele, que nos chama e nos faz a cada dia, instrumentos de Sua bondade.

Sem espiritualidade, o cansaço, o desânimo e o ativismo tomam conta da nossa existência, tornando nossa missão sem sentido.

É necessário, a cada dia, renovar nossa adesão ao projeto de Cristo. Cuidemos sempre da nossa espiritualidade, pois o cuidado com ela mantém acesa em nós a chama do Amor com Deus e com nossos semelhantes.

Como proposta de ação, utilizar o método da leitura orante de Jr 1, 2-10.

Deus os abençoe! Forte abraço.

Pe. Lucas Silva Crispim

“Porque é que vocês estão procurando entre os mortos quem está vivo? (…) Ele ressuscitou!” (Lc 24,6).

Publicado em 14 de abril de 2015 \\ Palavra do Padre

palavra padreDurante todo este mês de abril e para além dele, ecoará em nossas liturgias o “Aleluia”, celebrando a vitória do amor de Deus sobre o pecado e a morte, vencidos pela ressurreição do Senhor Jesus, que vivo caminha entre nós.

No silêncio daquela madrugada do grande sábado santo, a pedra foi rolada do sepulcro, a escuridão não pôde conter o despertar da claridade que brilhou mais que o sol, o poder das trevas sucumbiu à suavidade do toque de Deus, que de uma vez por todas, rompeu e o esmagou com sua força. O Senhor nos libertou! Nossa páscoa aconteceu, nossa passagem no Cristo Jesus da morte para vida nova é a certeza que nos impulsiona a caminhar com esperança. Somos um povo guiado pela força da ressurreição de Jesus. Levantamos a cruz, para dizer que nela, não há mais ninguém, o amor de Deus que ali foi ao ápice por nós, a ultrapassa, deu-lhe novo sentido. De árvore da maldição, torna-se lenho da salvação.

Nós cristãos, renascemos naquela madrugada bendita. Pouco antes de Maria Madalena chegar ao túmulo, “quando ainda estava escuro” (Jo 20, 1), ele fora iluminado e esvaziado. É isso que faz o amor quando vence: ilumina e esvazia. Iluminados e esvaziados fomos todos nós. O Cristo Senhor, Jesus de Nazaré, luz do mundo, assim recordado por nós, ao acendermos o Círio Pascal na Solene Vigília do Sábado Santo, iluminou nossos caminhos. Não precisamos mais temer o caminho. Temos direção segura, orientados pela luz, que é Jesus, o próprio Caminho. Nossos pés podem segui-Lo com confiança, há claridade para se fazer a caminhada. Ele caminha conosco, vai a nossa frente, conduz sua Igreja!

Sua ressurreição também nos esvaziou. O túmulo ficou vazio. Madalena num primeiro momento se entristeceu, pensando que haviam roubado o corpo do seu Senhor. Depois compreende. Era preciso o túmulo ser esvaziado. De fato, sua morada não seria ali. Era preciso deixar vazio o túmulo. Era preciso que limpasse nossos túmulos interiores de toda podridão e da sujeira do pecado. Que fizesse de nossas vidas lugares arejados e limpos, vazios. Só desta forma sua presença seria possível. Só assim nossas vidas, nossos corações, nossa existência poderia ser preenchida com seu amor, sua salvação.

Páscoa: tempo de corações iluminados e vazios! Tempo de perceber que se pode sempre recomeçar. O Pai não abandonou seu Filho ao poder da morte. O Pai, em Jesus, jamais nos abandonará. No Cristo Senhor, ressuscitado e nosso irmão, podemos levantar nosso olhar com esperança, de corações esvaziados e iluminados e gritar com alegria: o meu Senhor está vivo! Ele ressuscitou verdadeiramente! Aleluia, aleluia!!!

Desejo a você e sua família, uma Santa e Feliz Páscoa!

Pe. Lucemir, msc

Ventos quaresmais do outono!

Publicado em 23 de março de 2015 \\ Palavra do Padre

santuário

 

A natureza nos oferece lições profundas e que podemos trazer pra nossa vida se houver de nossa parte sensibilidade e desejo de acolher e aproveitar para nosso crescimento o que ela pode nos dizer. As diferentes estações do ano são prova disso. Neste mês de março iniciamos o tempo do outono, sucedendo o verão e vindo imediatamente antes do inverno. É certo, que não é em todo lugar que se pode notar a sua chegada, mas ele traz consigo algumas características que talvez você recorde bem ou ao menos já tenha ouvido falar.

Particularmente, as tardes mais avermelhadas e o vento mais constante deixando em cada entardecer uma obra de arte diferente no céu, fala-me diretamente. É tempo das árvores serem constantemente tocadas, nem sempre com gentileza, pelo vento. Tempo de ventos mais constantes que fazem cair as folhas secas… Impressiona-me a sabedoria das árvores: deixam cair as folhas secas para que elas possam adubar suas raízes. Assim, ficam nuas no inverno, sabendo que a primavera trará brotos novos e a revestirá de roupagem nova.

Junto com o outono, estamos vivendo o tempo da quaresma e no mês de março, nos recordamos da pessoa de São José. Penso que a quaresma deveria ser este tempo de outono. Tempo de desejar algo que virá com roupagem nova, com brotos novos, rebentos vibrantes e cheios de vida, mas que para isso precisa dar conta de deixar cair as folhas secas. E como é difícil deixá-las ir… Deixar que caiam, apodreçam e se misturem à terra. Às vezes nos vemos cobertos de folhas secas! Parece que nem somos mais árvores vivas, tamanha é a quantidade de folhas secas que as verdes não podem aparecer. E claro! Não há espaço para brotarem. Daí é que entram os ventos do outono. Algumas vezes chegam de mansinho, são brisas suaves que acariciam as folhas e prosseguem seu destino incerto. Outras vezes são rajadas impetuosas que fazem nossos galhos sacudirem e leva a perder de vista as folhas secas. Assim, nossos galhos parecem ficar desprotegidos, remoendo o desejo de terem folhas para cobri-los, ainda que secas. Doce ilusão! Os ventos não pedem licença para chegar. Vem e vão. Não se sabe de onde e nem para onde. Mas, fazem seu trabalho: derrubam folhas secas e isto basta.

É triste ver uma árvore sem folhas. Parece morta, sem vida nenhuma. Sua vida está recolhida, hibernando. O outono traz a quaresma para as árvores. A nossa quaresma, deveria nos trazer o outono interior. Tempo de desgrudar de tanta coisa que fomos trazendo e colando em nossas vida, com a ilusão de serem necessárias. Tempo de deixar o vento do Espírito sacudir galhos e caules e levar folhas secas! Tempo de desnudar para reagrupar força interior no enfrentamento do inverno e reviver na primavera com novos brotos.

Tenho a impressão que São José viveu grandes outonos. Foi continuamente sacudido por ventanias do Espírito que fez dele esse homem livre, primaveril e aberto aos sonhos e desejos de Deus, sem querer ficar com a proteção de folhas secas.

Que seu exemplo e que os ventos do outono nos ajudem a viver a quaresma com vistas à primavera da ressurreição do Senhor, que transformou toda folha seca e toda dor da separação na certeza de que mesmo aparentemente escondido, hibernando, o amor trará folhagem nova, flores e frutos no devido tempo!

Pe. LucemirAlves Ribeiro, MSC

Quaresma: tempo de relações verdadeiras!

Publicado em 19 de fevereiro de 2015 \\ Palavra do Padre

textoDiz o livro do Eclesiastes 3,1: “Debaixo do céu há um tempo para cada coisa”. A delicadeza do autor deste livro, nos ajuda a entrar no tempo da quaresma, buscando encontrar nele sentido para nossa vida, para nossa caminhada de fé. “Este é tempo favorável, o dia da salvação”, diz 2 Cor 6,2. Fixando o olhar no mistério pascal, onde contemplamos e vivenciamos o núcleo de nossa experiência espiritual, a entrega de amor do Senhor na Cruz e sua vitória sobre a morte na Ressurreição, queremos fazer deste tempo, um tempo fecundo, tempo de “converter”, de mudar rumos e apurar as relações, para que fique somente o que de fato, for firmado na verdade que nos faz crescer!

Neste sentido, o trecho do Evangelho que ouvimos na liturgia de quarta-feira de cinzas, pode nos orientar durante toda a caminhada quaresmal, lançando luzes sobre nossa forma de conduzirmos nossos relacionamentos. Parece que a Palavra de Deus (Mt 6, 1-6.16-18), nos orienta a uma tripla atenção: nossa relação com Deus, nossa relação com os outros e nossa relação conosco mesmos! Ao apresentar aí as três práticas quaresmais do jejum, da esmola e da oração e abrir assim o tempo quaresmal, recebemos um itinerário seguro para refazer nossas práticas relacionais.

A primeira é a vida de oração. A oração ao Pai de amor, no “escondido do quarto”, diante daquele que vê o coração como ele é, sem hipocrisias, é o caminho seguro para um relacionamento que cada dia pode crescer e amadurecer. A qualidade de nossa relação com Deus depende de nossa vida de oração pessoal e comunitária. A quaresma nos dá a chance de intensificar essa vivência de oração através, quem sabe, de um projeto de oração, um roteiro ou esquema que nos ajude a não nos perdermos na correria do dia a dia, e assim delegarmos a segundo plano nossa vida de oração. Precisamos estar na presença dEle para ouvi-lo. Nossa oração precisa ser encontro, entrega, local de confiança e amizade com Deus. Desta forma nossa relação com Deus, em Jesus, encontrará nesses quarenta dias da quaresma um momento especial para ser revigora.

A segunda prática quaresmal que nos é proposta é o jejum. Jesus pede que não o façamos com hipocrisia, para sermos vistos, mas como um mergulho no nosso coração, para perceber aí o que nos arrasta e desintegra interiormente. A fome, consequência física do jejum é uma possibilidade de nos encontrarmos com uma necessidade básica de todo ser humano: se alimentar! Mas nos remete a todas as outras necessidades que trazemos e que se não nos cuidamos podem se transformar em vícios que não nos deixam livres para viver de forma mais plena o projeto de Deus para cada um de nós. O jejum é um exercício de ascese. De busca de Deus e de controle de si. É, portanto uma forma de melhorar nossa relação conosco mesmo. Mas como toda ascese que não leva em conta a ação da Graça, pode nos levar a falsa ideia de que somos nós, com nossas forças e méritos que conseguimos permanecer no caminho da fé. Esse engano deve ser substituído, sobretudo neste tempo quaresmal, por uma real noção de nossa fragilidade humana, de nossa capacidade de pecar e ao mesmo tempo de perceber aí a oportunidade de uma entrega de toda minha vida a Deus. “E de reconhecer que não tenho garantia alguma de não pecar mais. Se Deus não me sustentar, sempre tornarei a cair no pecado. Posso fazer o que quiser, mas, sem a graça de Deus, eu sou incapaz de resistir ao pecado. Quando isto chega ao meu coração, não me resta outra saída senão entregar-me a Deus” (Anselm Grün. Espiritualidade a partir de si mesmo).

Por fim, ao nos propor a prática da esmola, que podemos dizer aqui, da caridade, Jesus nos coloca na direção do outro, nos fazendo pensar na qualidade cristã de nossas relações com aquelas pessoas que estão na nossa vida, povoando nosso caminho de todos os dias. Jesus pede que façamos com gratuidade, ou seja, sem esperar nada em troca e de forma que não chamemos a atenção para nós mesmos. Talvez dito de outra forma, nossas relações devem ter como finalidade o bem do outro e não nossa boa fama e nosso desejo secreto de cumprirmos com uma obrigação religiosa ou ficarmos com a consciência livre pelo bem feito.

A Palavra de Deus, desta forma, nos apresentando a proposta de Jesus, coloca diante de nós um itinerário bonito, mas exigente para que renovemos nossas relações. Que nossa quaresma, à luz desta Palavra seja tempo de recomeçar, confiando no amor de Deus ou como diria São Bento “sem jamais desesperar da misericórdia de Deus” e buscando viver desde já, na nossa experiência cotidiana de fé o mistério de morrer com Cristo (tanta coisa precisa morrer em nossas relações) para com Ele ressuscitarmos.

Pe. LucemirAlves Ribeiro, MSC

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