Santuário Nossa Senhora da Agonia
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Para todos eu me fiz tudo (1Cor 9,22)

Publicado em 14 de abril de 2015 \\ Palavra de Vida

Na primeira carta à comunidade de Corinto, Paulo se vê obrigado a defender-se da pouca consideração de alguns cristãos, que colocam em dúvida ou negam a sua identidade de apóstolo. Paulo reivindica a pleno direito esse título, por ter “visto Jesus” (cf 9,1), e explica o porquê de sua atitude humilde e simples, que renuncia a todo tipo de retribuição pelo seu trabalho. Embora tendo a autoridade e os direitos de apóstolo, a sua estratégia evangélica é fazer-se “servo de todos”.

Ele se solidariza com todo tipo de pessoas, até tornar-se uma delas, com o objetivo de levar-lhes a novidade do Evangelho. Cinco vezes repete “me fiz” um com o outro: por amor aos judeus, submete-se à lei de Moisés, embora sabendo não estar mais vinculado a ela; com os que não seguem essa lei, também ele vive como se não a tivesse, embora possuindo uma lei exigente: o próprio Jesus; com os fracos (talvez cristãos escrupulosos, incertos de comer ou não carnes imoladas aos ídolos) ele se faz fraco, embora sendo “forte” e livre: faz-se “tudo a todos”.

Age assim para “ganhar” todos a Cristo, para “salvar” a qualquer custo ao menos alguns. Não tem expectativas triunfalistas: bem sabe que só alguns corresponderão; mas ama a todos seguindo o exemplo do Senhor, que veio “para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mt 20,28). Quem se fez um conosco mais do que Jesus? Ele que era Deus, “despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano” (Fil 2,7).

Para todos eu me fiz tudo (1Cor 9,22)

Na primeira carta à comunidade de Corinto, Paulo se vê obrigado a defender-se da pouca consideração de alguns cristãos, que colocam em dúvida ou negam a sua identidade de apóstolo. Paulo reivindica a pleno direito esse título, por ter “visto Jesus” (cf 9,1), e explica o porquê de sua atitude humilde e simples, que renuncia a todo tipo de retribuição pelo seu trabalho. Embora tendo a autoridade e os direitos de apóstolo, a sua estratégia evangélica é fazer-se “servo de todos”.

“servo de todos”.
Ele se solidariza com todo tipo de pessoas, até tornar-se uma delas, com o objetivo de levar-lhes a novidade do Evangelho. Cinco vezes repete “me fiz” um com o outro: por amor aos judeus, submete-se à lei de Moisés, embora sabendo não estar mais vinculado a ela; com os que não seguem essa lei, também ele vive como se não a tivesse, embora possuindo uma lei exigente: o próprio Jesus; com os fracos (talvez cristãos escrupulosos, incertos de comer ou não carnes imoladas aos ídolos) ele se faz fraco, embora sendo “forte” e livre: faz-se “tudo a todos”.Para todos eu me fiz tudo (1Cor 9,22)

Na primeira carta à comunidade de Corinto, Paulo se vê obrigado a defender-se da pouca consideração de alguns cristãos, que colocam em dúvida ou negam a sua identidade de apóstolo. Paulo reivindica a pleno direito esse título, por ter “visto Jesus” (cf 9,1), e explica o porquê de sua atitude humilde e simples, que renuncia a todo tipo de retribuição pelo seu trabalho. Embora tendo a autoridade e os direitos de apóstolo, a sua estratégia evangélica é fazer-se “servo de todos”.

Ele se solidariza com todo tipo de pessoas, até tornar-se uma delas, com o objetivo de levar-lhes a novidade do Evangelho. Cinco vezes repete “me fiz” um com o outro: por amor aos judeus, submete-se à lei de Moisés, embora sabendo não estar mais vinculado a ela; com os que não seguem essa lei, também ele vive como se não a tivesse, embora possuindo uma lei exigente: o próprio Jesus; com os fracos (talvez cristãos escrupulosos, incertos de comer ou não carnes imoladas aos ídolos) ele se faz fraco, embora sendo “forte” e livre: faz-se “tudo a todos”.plomacia Divina”, op.cit.p.291.

Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para a glória de Deus.” (Rm 15,7)

Publicado em 3 de setembro de 2014 \\ Palavra de Vida

Essas palavras expressam uma das últimas recomendações que são Paulo faz na sua carta aos cristãos de Roma. Aquela comunidade, como, aliás, muitas outras espalhadas pelo mundo greco-romano, era formada por fiéis provenientes, em parte, do paganismo e, em parte, do judaísmo. Portanto, pessoas com mentalidade, formação cultural e sensibilidade espiritual muito diferentes. Essa diversidade dava margem a julgamentos, preconceitos, discriminações e intolerâncias de uns para com os outros, certamente não condizentes com aquela acolhida mútua que Deus gostaria que eles tivessem.

Para ajudá-los a superar essas dificuldades, o Apóstolo não encontra outro meio mais eficaz do que fazê-los refletir sobre a graça da própria conversão. O fato de Jesus tê-los chamado à fé, comunicando-lhes o dom de seu Espírito, era a prova palpável do amor com o qual Jesus havia acolhido a cada um deles. Apesar de seu passado e da diversidade de proveniências, Jesus os tinha acolhido para formarem um só corpo.

“Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para a glória de Deus.”

Essas palavras de são Paulo nos lembram um dos aspectos mais tocantes do amor de Jesus: é o amor com o qual Ele, durante a sua vida terrena, sempre acolheu a todos, de modo especial os mais marginalizados, os mais necessitados, os mais distanciados; é o amor com o qual Jesus ofereceu a todos sua confiança, sua confidência, sua amizade, derrubando uma por uma as barreiras que o orgulho e o egoísmo humano tinham erguido na sociedade de seu tempo. Jesus foi a manifestação do amor plenamente acolhedor do Pai celeste para cada um de nós e do amor que, por consequência, nós deveríamos ter uns para com os outros. Esta é a primeira vontade do Pai a nosso respeito; por isso não temos como dar a Deus uma glória maior do que aquela que lhe damos quando procuramos nos acolher uns aos outros da maneira como Jesus acolheu a nós.

“Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para a glória de Deus.”

Como poderemos viver então, a Palavra de Vida desse mês? Ela chama a nossa atenção para um dos aspectos mais frequentes do nosso egoísmo e – digamos a verdade – um dos mais difíceis de superar: a tendência a nos isolarmos, a discriminar, a marginalizar, a excluir o outro na medida em que é diferente de nós e poderia perturbar a nossa tranquilidade.

Procuraremos, então, viver essa Palavra de Vida antes de mais nada no âmbito das nossas famílias, associações, comunidades e grupos de trabalho, eliminando em nós os julgamentos, as discriminações, os preconceitos, os ressentimentos, as intolerâncias contra esse ou aquele próximo, coisas que surgem tão facilmente e tão frequentemente, sentimentos esses que comprometem e esfriam tanto os relacionamentos humanos e impedem o amor mútuo, fazendo-o emperrar, como se fossem ferrugem.

Além disso, procuraremos viver essa Palavra na vida social em geral, fazendo o propósito de testemunhar o amor acolhedor de Jesus para com qualquer próximo que o Senhor colocar ao nosso lado, principalmente aqueles que o egoísmo social tende mais facilmente a excluir ou a marginalizar.

Acolher o outro, o diferente de nós, é básico no amor cristão. É o ponto de partida, o primeiro degrau para a construção daquela civilização do amor, daquela cultura de comunhão à qual Jesus nos chama hoje de modo especial.

Chiara Lubich

Este comentário à Palavra de Vida foi publicado originalmente em dezembro de 1992.

Eu vos digo mais isto: se dois de vós estiverem de acordo, na terra…

Publicado em 4 de agosto de 2014 \\ Palavra de Vida

“Eu vos digo mais isto: se dois de vós estiverem de acordo, na terra, sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai que está nos céus o concederá. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles.” (Mt 18,19-20)
“Eu vos digo mais isto: se dois de vós estiverem de acordo, na terra, sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai que está nos céus o concederá. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles.” (Mt 18,19-20)

A meu ver, esta é uma das frases de Jesus que fazem exultar o coração. Quantas necessidades existem na vida, quantos desejos lícitos e bons que você não sabe como realizar, que não pode satisfazer! Você está profundamente convencido de que somente uma intervenção do Alto, uma graça do Céu, poderia proporcionar-lhe o que você almeja com todo o seu ser. E então, com esplêndida clareza, com uma certeza adamantina, você ouve o próprio Jesus lhe repetir as palavras promissoras e cheias de esperança:

“Eu vos digo mais isto: se dois de vós estiverem de acordo, na terra, sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai que está nos céus o concederá. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles.”

Você deve ter lido no Evangelho que Jesus várias vezes recomenda a oração e ensina o que devemos fazer para sermos atendidos.

No entanto, esta oração que hoje estamos considerando é realmente original. Ela exige várias pessoas, uma comunidade, para se obter uma resposta do Céu. Ela diz: “Se dois de vós”. Dois. É o número mínimo capaz de formar uma comunidade. Logo, Jesus considera importante não tanto a quantidade de fiéis, mas o fato de eles serem uma pluralidade.

Também no judaísmo é notório, com talvez você saiba, que Deus estima a oração da coletividade; mas Jesus diz uma coisa nova: “Se dois de vós estiverem de acordo”. Quer que sejam mais de uma pessoa, porém quer que estejam unidas; coloca em relevo a sua unanimidade: Ele quer que sejam uma só voz.

É preciso que se coloquem de acordo quanto ao pedido a ser feito, certamente; mas esta solicitação deve basear-se sobretudo numa concórdia dos corações. Jesus afirma, na prática, que a condição para se obter aquilo que se pede é o amor mútuo entre as pessoas.

“Eu vos digo mais isto: se dois de vós estiverem de acordo, na terra, sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai que está nos céus o concederá. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles”.

Você poderá perguntar: “Mas por que as orações feitas em unidade têm maior aceitação junto ao Pai?”

Talvez pelo motivo de que são mais purificadas. De fato, com frequência a oração acaba reduzindo-se a uma série de súplicas egoístas que mais lembram pedintes perante um rei, do que filhos diante de um pai.

Enquanto que, tudo o que se pede juntamente com outras pessoas é certamente menos contaminado por um interesse particular. Em contato com os outros somos mais levados a sentir também as suas necessidades e a compartilhá-las.

Não só: também é mais fácil que duas ou três pessoas consigam entender melhor o que pedir ao Pai.

Se quisermos, pois, que a nossa oração seja atendida, convém nos atermos exatamente ao que diz Jesus, isto é:

“Eu vos digo mais isto: se dois de vós estiverem de acordo, na terra, sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai que está nos céus o concederá. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles”.

O próprio Jesus nos diz qual é o segredo da eficácia dessa oração. Resume-se naquele “reunidos em meu nome”. Quando estamos unidos dessa maneira, temos a Sua presença entre nós e tudo o que pedirmos com Ele será mais fácil de ser obtido. Com efeito, é o próprio Jesus, presente onde o amor recíproco une os corações, que conosco pede as graças ao Pai. E será possível imaginar que o

Pai deixe de atender a Jesus? O Pai e Cristo são uma coisa só.

Não acha esplêndido tudo isso? Não lhe dá certeza? Não lhe inspira confiança?

“Eu vos digo mais isto: se dois de vós estiverem de acordo, na terra, sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai que está nos céus o concederá. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles”.

A essa altura, certamente você gostaria de saber o que Jesus deseja que você peça.

Ele próprio o afirma claramente: “qualquer coisa”. Não existe, portanto, nenhum limite.

Então, coloque também esse tipo de oração no programa de sua vida. Talvez a sua família, você mesmo, os seus amigos, as associações de que faz parte, a sua pátria, o mundo que o rodeia deixem de receber inúmeras ajudas porque você não as pediu.

Coloque-se de acordo com seus parentes e amigos, com quem o compreende ou compartilha os seus ideais e – depois de terem-se disposto a se amarem como manda o Evangelho, estando unidos até merecerem a presença de Jesus entre vocês – peçam. Peçam o mais que puderem: peçam durante a assembleia litúrgica; peçam na igreja; peçam em qualquer lugar; peçam antes de tomar decisões; peçam qualquer coisa.

E, sobretudo, não façam com que Jesus fique decepcionado com o pouco caso de vocês, depois de Ele ter-lhes oferecido tantas possibilidades.

As pessoas haverão de sorrir mais, os doentes terão mais esperança; as crianças crescerão mais protegidas, os lares serão mais harmoniosos; os grandes problemas poderão ser enfrentados até mesmo no aconchego das casas… E vocês conquistarão o Paraíso, porque a oração pelas necessidades dos vivos e dos mortos também é uma daquelas obras de misericórdia sobre as quais deveremos prestar contas no exame final.

Chiara Lubich

Este comentário à Palavra de Vida foi publicado originalmente em setembro de 1981.

Se observardes os meus mandamentos..

Publicado em 4 de agosto de 2014 \\ Palavra de Vida

Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu observei o que mandou meu Pai e permaneço no seu amor.”

palavra

“Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu observei o que mandou meu Pai e permaneço no seu amor.” (Jo 15,10)

Essas palavras são extraídas do amplo discurso que Jesus dirige aos seus apóstolos após a última ceia, conforme o quarto Evangelho (Jo 13,31-17,26). O que vem em relevo é o fato de que a observância dos seus mandamentos nos faz permanecer no amor. São palavras que fazem lembrar um versículo anterior, no qual Jesus diz aos seus apóstolos: “Se me amais, observareis os meus mandamentos” (Jo 14,15), onde vem em evidência que o amor a Jesus deve ser a motivação, a raiz da qual deve partir a observância dos seus mandamentos.

Existe assim uma reciprocidade entre o amor a Jesus e a prática dos seus mandamentos. O amor a Ele nos impulsiona a viver a sua palavra de modo sempre mais fiel; ao mesmo tempo, a palavra de Jesus vivida nos faz permanecer no amor a Ele – e portanto nos faz crescer sempre mais nesse amor.

“Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu observei o que mandou meu Pai e permaneço no seu amor.”

Portanto, permanecer no seu amor. Mas, o que Jesus quer dizer com essa expressão?

Com certeza ele quer dizer que a observância dos seus mandamentos é o sinal, a prova de que somos seus verdadeiros amigos; é a condição para que também Jesus nos retribua e nos garanta a sua amizade. Mas parece querer dizer também uma outra coisa, ou seja, que a observância dos seus mandamentos constrói em nós aquele amor que é característico de Jesus. Comunica-nos aquele modo de amar que notamos em toda a sua vida terrena: um amor que tornava Jesus uma só coisa com o Pai e, ao mesmo tempo, o impulsionava a identificar-se e a ser uma só coisa com todos os seus irmãos, especialmente os menores, os mais fracos, os mais marginalizados.

O amor de Jesus era um amor que sanava toda e qualquer ferida da alma e do corpo, que doava a paz e a alegria a cada coração, que superava toda divisão, reconstruindo a fraternidade e a unidade entre todos.

Se colocarmos em prática a palavra de Jesus, Ele viverá em nós e transformará também a nós mesmos em instrumentos do seu amor.

“Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu observei o que mandou meu Pai e permaneço no seu amor.”

Como viveremos, então, a Palavra de Vida deste mês? Lembrando-nos do objetivo que ela nos propõe e orientando-nos decididamente para este objetivo: uma vida cristã que não se satisfaz com uma observância fria, externa, dos mandamentos, fazendo só o mínimo que eles exigem, mas uma vida feita de generosidade. Foi assim que os santos agiram. E eles são a Palavra de Deus transformada em vida.

Neste mês tomemos uma de suas Palavras, um de seus mandamentos, e procuremos traduzi-lo em vida.

E sendo que o Mandamento Novo de Jesus “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (cf. Jo 15,12) é, de certo modo, o coração, a síntese de todas as palavras de Jesus, vamos vivê-lo com todo o radicalismo.

Chiara Lubich

Este comentário à Palavra de Vida foi publicado originalmente em maio de 1994.

FONTE: www.focolares.org.br/palavradevida

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