Santuário Nossa Senhora da Agonia
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Evangelho do dia – Marcos 9,41-50

Publicado em 26 de fevereiro de 2014 \\ Evangelho do dia

DIA 27 DE FEVEREIRO – QUINTA-FEIRA

Acolhei a palavra de Deus não como palavra humana, mas como mensagem de Deus. 

Evangelho (Marcos 9,41-50) 

Naquele tempo, disse Jesus: 9 41 “Quem vos der de beber um copo de água porque sois de Cristo, digo-vos em verdade: não perderá a sua recompensa.
42 Mas todo o que fizer cair no pecado a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que uma pedra de moinho lhe fosse posta ao pescoço e o lançassem ao mar!
43 Se a tua mão for para ti ocasião de queda, corta-a; melhor te é entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para a geena, para o fogo inextinguível
44 45 Se o teu pé for para ti ocasião de queda, corta-o fora; melhor te é entrares coxo na vida eterna do que, tendo dois pés, seres lançado à geena do fogo inextinguível
46 47 Se o teu olho for para ti ocasião de queda, arranca-o; melhor te é entrares com um olho de menos no Reino de Deus do que, tendo dois olhos, seres lançado à geena do fogo,
48 onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga.
49 Porque todo homem será salgado pelo fogo.
50 O sal é uma boa coisa; mas se ele se tornar insípido, com que lhe restituireis o sabor? Tende sal em vós e vivei em paz uns com os outros”.

Palavra da Salvação. 

O fogo inextinguível… (Mc 9,41-50)

Não está na moda falar no inferno. A onda racionalista nega a existência do demônio e, após duas guerras mundiais, duas bombas atômicas e a ameaça de uma conflagração planetária, chega a dizer que “o inferno é aqui mesmo”.

Mas não foi isso que Jesus ensinou. Em várias passagens do Evangelho, Jesus fala da possibilidade (terrível!) de se viver uma eternidade afastado de Deus. Imediatamente após a morte, passamos por um julgamento ou juízo particular (cf. Hb 9, 27), onde se define irrevogavelmente o nosso destino. Jesus usou de muitas imagens para transmitir a visão desta realidade espiritual, entre elas a separação entre cordeiros e cabritos, ao final do dia, como os pastores costumavam fazer na Palestina (cf. Mt 25, 31ss.).

No Evangelho de hoje, Jesus recorreu à imagem da Geena com seu fogo inextinguível. A Bíblia de Navarra comenta em nota: “Geena ou Ge-hinnom era um pequeno vale ao sul de Jerusalém, fora das muralhas e mais baixo do que a cidade. Durante séculos esse lugar foi utilizado para depositar o lixo da povoação. Habitualmente esse lixo era queimado para evitar o foco de infecção que constituía e a acumulação do mesmo. Era proverbial como lugar imundo e doentio. Nosso Senhor serve-se desse fato conhecido para explicar, de modo gráfico, o fogo inextinguível do inferno.”

Esse mesmo vale fora local de cultos idólatras, visto como lugar maldito. Além disso, era comum que o lixo ali acumulado, em clima quente e seco, entrasse em combustão espontânea. Talvez houvesse algum fogo permanente em sua vegetação semelhante à turfa. Imagens, apenas, mas falam aos nossos sentidos humanos sobre uma realidade que ninguém imaginaria com realismo.

Claro que o inferno não pode ser um “lugar”, um espaço na topografia, em sentido meramente material. O “Catecismo” o apresenta como um “estado”. Eis sua lição: “Não podemos estar unidos a Deus se não fizermos livremente a opção de amá-lo. Mas não podemos amar a Deus se pecamos gravemente contra Ele, contra nosso próximo ou contra nós mesmos. [...] Morrer em pecado mortal sem ter-se arrependido dele e sem acolher o amor misericordioso de Deus significa estar separado do Todo-Poderoso para sempre, por nossa própria opção livre. E é este estado de autoexclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa com a palavra “inferno”. (Nº 1033.)

Sem fogueiras, sem tridentes. Mas, acima de tudo, inferno sem amor…

Orai sem cessar: “Amo-te com amor eterno.” (Jr 31,3)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

Evangelho do dia – Marcos 9,38-40

Publicado em 25 de fevereiro de 2014 \\ Evangelho do dia

DIA 26 DE FEVEREIRO – QUARTA-FEIRA 

Evangelho (Marcos 9,38-40) 

Naquele tempo, 9 38 João disse-lhe: “Mestre, vimos alguém, que não nos segue, expulsar demônios em teu nome, e lho proibimos”.
39 Jesus, porém, disse-lhe: “Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um prodígio em meu nome e em seguida possa falar mal de mim.
40 Pois quem não é contra nós, é a nosso favor”.

Palavra da Salvação. 

Um copo d’água… (Mc 9,38-40)

Conhecemos muito bem a “filosofia” dos noticiários. Ela revela sem pejo a mentalidade dominante. Considera-se como notícia o excepcional, o grandioso, o descomunal. Já um pequeno incêndio não será notícia. Um arranhão no carro não dá manchete. Um simples tapa na cara não aparece na telinha.

Deus não é assim. Deus é simples. Valoriza os pequenos gestos. O humilde serviço do porteiro tem, para Deus, valor de eternidade. É que Deus não vê apenas o gesto, mas a intenção profunda. Daí, a imagem do copo d’água…

Assim, “não ficará sem recompensa” um simples copo d’água que foi oferecido ao evangelizador “por ser meu discípulo” (cf. Mt 10,42) – diz Jesus. É desta forma que Jesus se identifica com os “pequeninos”, os excluídos deste mundo. Dentro desta mesma ótica, Madre Teresa de Calcutá mandou escrever na parede, sobre a cabeceira dos enfermos, em seus hospitais: “Christ’s body” [corpo de Cristo], considerando na pessoa do doente a mesma “Presença” de Cristo na Eucaristia.

Pensando bem, como nós temos desperdiçado as oportunidades de servir a Deus na pessoa de nossos irmãos mais sofridos! Exatamente aqueles que considerávamos como “trabalhosos” e “cansativos”, estranhos ou decaídos, ali mesmo ocultava-se a nossa chance de agradar a Deus com pequenos gestos de amor e de serviço fraterno.

Pensando ainda melhor, foi esse mesmo anseio íntimo de agradar a Deus que inspirou tantos fundadores a iniciarem aquelas obras que seriam, mais tarde, as Ordens e Congregações da Igreja. Libertar os cativos (Mercedários), anunciar o Evangelho (Dominicanos), educar os pobres (Escolápios e Salesianos), acolher leprosos e aidéticos (Missionárias da Caridade)… Apenas alguns – entre tantos! – exemplos desse “copo d’água” que podemos oferecer por amor a Deus.

A sede do homem está aí: as crianças da favela, os idosos do asilo, presidiários, analfabetos, os doentes terminais, os migrantes sem pátria… Posso ficar neutro, indiferente, cruzar a rua para a calçada oposta.

Mas posso sentir, ressentir, consentir… E estender a mão que ergue o copo. O copo e o coração…

Orai sem cessar: “Se teu inimigo tem sede, dá-lhe de beber!” (Pr 25,21)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

Evangelho do dia – Marcos 9,30-37

Publicado em 24 de fevereiro de 2014 \\ Evangelho do dia

DIA 25 DE FEVEREIRO – TERÇA-FEIRA

Minha glória é a cruz do Senhor Cristo Jesus. 

Evangelho (Marcos 9,30-37) 

9 30 Tendo partido dali, atravessaram a Galiléia. Não queria, porém, que ninguém o soubesse. E ensinava os seus discípulos: “O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão; e ressuscitará três dias depois de sua morte”. Mas não entendiam estas palavras; e tinham medo de lho perguntar. Em seguida, voltaram para Cafarnaum. Quando já estava em casa, Jesus perguntou-lhes: “De que faláveis pelo caminho?” Mas eles calaram-se, porque pelo caminho haviam discutido entre si qual deles seria o maior. Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”. E tomando um menino, colocou-o no meio deles; abraçou-o e disse-lhes: “Todo o que recebe um destes meninos em meu nome, a mim é que recebe; e todo o que recebe a mim, não me recebe, mas aquele que me enviou”.

Palavra da Salvação. 

Qual deles seria o maior… (Mc 9,30-37)

Chegando a Cafarnaum após dura caminhada, assim meio distraído, Jesus pergunta sobre o tema que causara entre eles algum tipo de controvérsia.

Silêncio total. É que eles discutiam – que santos alunos Jesus arranjara! – qual deles seria o maior. Podemos ajudá-los? 5 pescadores galileus, pele assada de sol, mãos grossas e o jeito bronco de roceiros, tudo realçado pelo sotaque caipira. 2 guerrilheiros (duas espadas! Cf. Lc 22,38) à espera de um Messias político. Um ex-cobrador de impostos especialista em aumentar a cobrança e guardar um percentual… E vai por aí afora. Qual deles seria o maior?

Jesus puxa para o meio da roda uma criança que brincava ali perto. E aponta para ela: não percam tempo querendo ser grandes. Sejam pequeninos. E falando em pequenez, quem recebe um destes pequeninos em meu nome, é a mim que acolhe. Se vocês querem ser grandes, sejam o último da fila. Sejam aquele que se faz servo dos outros irmãos…

Eis o comentário de Isaac, o Sírio (Séc. VII):

“Ó menorzinho dos homens, queres encontrar a vida? Guarda em ti a fé e a humildade! Queres descobrir o que dá a vida? Caminha sobre a via da simplicidade! Nada pretendas conhecer diante de Deus. A fé acompanha a simplicidade. Mas a presunção acompanha a sutileza do conhecimento e os desvios do pensamento. Ela afasta de Deus.

Quando vens diante de Deus pela oração, sê em teu pensamento como a formiga, como aquele que se arrasta pelo chão, como um verme, como criança que balbucia. E diante dele não digas nada que pretendes saber. Mas aproxima-te de Deus com um coração de criança. Vai diante dele para receber aquela solicitude com a qual os pais cuidam de seus filhinhos bem pequenos. Já foi dito: ‘O Senhor guarda as criancinhas’. Aquele que é como a criancinha, aproxima-se da serpente, toma-a pelo pescoço e a serpente não lhe faz mal. [...]

Quando a graça vê que a presunção infiltrou-se um pouco no pensamento do homem e este começa a ter uma alta ideia de si mesmo, ela permite logo que sejam reforçadas e concentradas as tentações que o assaltam, até que ele aprenda sua fraqueza, se refugie em Deus e a Ele se apegue na humildade. E assim ele atinge a medida do homem perfeito na fé e na esperança do Filho de Deus, e é elevado no amor.”

Como se vê, é mais prático ser pequeno… ser criança…

Orai sem cessar: “O Senhor eleva os humildes.” (Sl 147,6)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

Evangelho do dia – Marcos 8,34-9,1

Publicado em 20 de fevereiro de 2014 \\ Evangelho do dia

DIA 21 DE FEVEREIRO – SEXTA-FEIRA

Eu vos chamo meus amigos, pois vos dei a conhecer o que o Pai me revelou. 

Evangelho (Marcos 8,34-9,1) 

Naquele tempo, 8 34 Jesus, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: “Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
35 Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á.
36 Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?
37 Ou que dará o homem em troca da sua vida?
38 Porque, se nesta geração adúltera e pecadora alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os seus santos anjos”.
9 1 E dizia-lhes: “Em verdade vos digo: dos que aqui se acham, alguns há que não experimentarão a morte, enquanto não virem chegar o Reino de Deus com poder”.

Palavra da Salvação. 

Para resgate de sua alma… (Mc 8,34-9,1)

Fomos sequestrados. Pior ainda: escravizados. Criado livre, o homem usou mal da liberdade e acabou escravo de sua concupiscência. Sem perceber a ironia da proposta do Tentador – “sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal…” -, o primeiro casal viu-se decaído e degenerado.

“Pelo pecado dos primeiros pais, o Diabo adquiriu certa dominação sobre o homem, embora este último permaneça livre. O pecado original acarreta a ‘servidão debaixo do poder daquele que tinha o império da morte, isto é, do Diabo’. Ignorar que o homem tem uma natureza lesada, inclinada ao mal, dá lugar a graves erros no campo da educação, da política, da ação social e dos costumes.” (Catecismo, 407) Por isso, São João escreve que “o mundo inteiro está sob o poder do Maligno” (1Jo 5,19). E Paulo, em guerra com suas tendências: “Sou carnal, vendido ao pecado. Não entendo, absolutamente, o que faço: pois não faço o que quero; faço o que aborreço. [...] Mas, então, não sou eu que o faço, mas o pecado que em mim habita.” (Rm 7,14-17.)

Na luta pela liberdade, o escravo tenta “ganhar a vida”. preencher com as coisas do mundo (dinheiro, poder e prazer) o abissal vazio de seu interior. Por esses bens, os escravos se digladiam, fazem guerras. Tudo para “ganhar a vida”. Ambiciosos, odientos, não podem sequer contemplar a própria face. Assim, usam máscaras: mentem para si mesmos, tentando sufocar a voz incômoda que sobe de seu íntimo. Ganharão a vida? Ou irão perdê-la no final de tudo?

Só Jesus aponta o caminho da libertação: a Cruz! “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque quem quiser salvar sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, salvá-la-á. Que pode dar o homem para resgate da sua alma?”

A liberdade perdida só se recupera como dom de Deus. Dom de amor sem limites. Foi a morte de Jesus que nos resgatou do poder do Inimigo. É seu sangue a moeda de nosso resgate. Não esqueçamos as palavras de Paulo aos Coríntios: “Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus, e que, por isto mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um alto preço.” (1Cor 6,19-20.)

E o Apóstolo nos mostra o valor da liberdade cristã retomada no batismo: “É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão.” (Gl 5,1.)

Orai sem cessar: “O Senhor é minha fortaleza e meu libertador!” (Sl 18,3)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

Evangelho do dia – Marcos 8,27-33

Publicado em 19 de fevereiro de 2014 \\ Evangelho do dia

DIA 20 DE FEVEREIRO – QUINTA-FEIRA

Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! 

Evangelho (Marcos 8,27-33) 

8 27 Jesus saiu com os seus discípulos para as aldeias de Cesaréia de Filipe, e pelo caminho perguntou-lhes: “Quem dizem os homens que eu sou?”
28 Responderam-lhe os discípulos: “João Batista; outros, Elias; outros, um dos profetas”.
29 Então perguntou-lhes Jesus: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Respondeu Pedro: “Tu és o Cristo”.
30 E ordenou-lhes severamente que a ninguém dissessem nada a respeito dele.
31 E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem padecesse muito, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas, e fosse morto, mas ressuscitasse depois de três dias.
32 E falava-lhes abertamente dessas coisas. Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo.
33 Mas, voltando-se ele, olhou para os seus discípulos e repreendeu a Pedro: “Afasta-te de mim, Satanás, porque teus sentimentos não são os de Deus, mas os dos homens”.

Palavra da Salvação. 

Padecesse muito… (Mc 8,27-33)

Jesus decepciona seus seguidores. Pedro acabara de proclamar a Jesus como o Messias prometido (este é o sentido da palavra grega “Cristo”, isto é: o “ungido”). Logo em seguida, sem tempo de respirar, os discípulos ouvem pela primeira vez, da boca do próprio Mestre, a profecia de sua paixão, morte e ressurreição. E tudo é apresentado como uma “necessidade”: “Era necessário que padecesse muito… Que morresse… E ressuscitasse depois de três dias…”

Teriam ouvido até o fim? Compreenderam o anúncio da ressurreição? Eram capazes de crer em milagre tão grande? Ou nem mesmo ouviram o fim da frase, com as vísceras já revolvidas pela simples ideia da morte do Senhor?

Todos conhecem a reação primária de Pedro, a ponto de o discípulo chegar a repreender seu Mestre pela impropriedade daquele anúncio. Na atitude do velho pescador, a reação tão comum em todos nós: prontos à glória do Tabor, mas tão vexados com a humilhação do Calvário. Não ocorreu a nenhum deles o pensamento de fazer três tendas sobre a rocha nua do Gólgota…

Não é fácil enfrentar o tempo que segue à crucifixão. É isto que digo em meu soneto “Depois do Calvário”:

O Cristo que eu abraço decepciona,
Pois se recusa ser um vencedor:
Estende os braços para a Cruz, e à dor
Inteiramente livre, se abandona.

Ele perdeu a luta. Foi à lona.
A plateia o vaiava com furor.
Em pleno dia, o Sol perdia a cor
E a Vida se acabava à hora nona.

É noite. O anfiteatro está vazio
E desce da Montanha um vento frio,
Em cujo sopro uma oliveira dança…

Se o fracasso de Deus chegou ao cúmulo,
Só me resta ficar guardando o túmulo,
Gemendo um pranto feito de esperança…

Orai sem cessar: “Fomos curados graças às suas chagas…” (Is 53,5)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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