O SENTIDO DO TÍTULO AGONIA
Pode-se acreditar que a devoção à “Nossa Senhora
da Agonia” está estreitamente ligada ao poema que Jacopone de Todi dedicou à Mãe
de Jesus, na sua agonia aliada à agonia de Cristo na Cruz.
Agonia, no seu sentido primitivo, significa aquela luta angustiante entre os gladiadores, diante da multidão ululante, sedenta de sangue.
A vitória de um deles era a garantia da vida, que estava em jogo, numa luta, sem quartel, onde a morte de um seria a sobrevivência
e a vitória do outro.
Daí, a extensão do seu sentido à luta do moribundo contra a morte eminente, indo mais além, à angústia diante do sofrimento, que parece
não ser possível de ser superado.
Jacopone de Todi, nascido em 1228, de família ilustre, se casou com uma mulher muito rica e viveu uma vida bastante mundana. Em
1268, repentinamente faleceu sua esposa e sua vida mudou inteiramente. Vendeu tudo
o que tinha e deu aos pobres e tornou-se religioso, mas não chegou ao sacerdócio.
O amor divino tocou-lhe tanto o coração, que o fazia chorar constantemente: “Choro, dizia ele, porque este Amor não é amado!”
E essa luta pelo amor de Deus, levou-o a lhe inspirar os mais belos poemas em louvor
às dores da Virgem ao pé da Cruz, dores estas que ele mesmo sentia na luta para
alcançar a paz e a salvação da sua alma.
“Stabat Mater Dolorosa” é um poema de 20 estrofes
onde o autor canta a luta angustiante de Maria, diante do sofrimento, da luta e
da morte de seu Filho Jesus, pela nossa salvação.
Por um homem, entrou a morte no mundo, por outro
Homem, a morte e o pecado foram vencidos, numa luta ingente de agonia e de aparente
fracasso de um Deus, que assumindo a condição humana, nessa arena do mundo perdido
pelo pecado, salvou a humanidade.
As 6 primeiras estrofes ( as estrofes 1 a 4 e
7 e 8 do texto original) expõem a grande agonia de Maria, ao pé da cruz; as estrofes
5 e 6, no original são uma transição da dor da Mãe, para nós filhos. “Quis est homo
qui non fleret...”(Pobre Mãe tão, desolada, ao vê-la assim transpassada, quem de
dor não chorava?) “Quis non posset contristari...”(Quem não se contristaria, ao
contemplar a Mãe de Cristo, ante a uma tal agonia?”) As 12 outras estrofes são uma
fervorosa prece à Mãe das Dores: “Eia, Mater, fons amoris... (“Ó Mãe, fazei que
compartilhe vossa dor e a do Vosso Filho, que me garanta, assim, uma feliz eternidade”).
Seria preciso insistir sobre a beleza desse poema
tão comovente? Que evocação tão solene, nestas primeiras palavras: “Estava a Mãe
dolorosa, junto à Cruz lacrimosa, diante do Filho que dela pendia”. É aquela Mãe,
tão cheia de maravilhosa ternura! Ela, ao pé daquele instrumento de suplício, de
onde pende o seu Filho, acabrunhada de dores, mantém-se firme de pé.
Há quem critique o epíteto “Dolorosa” e as lágrimas
da Mãe. Ao contrário, há aqueles que criticam a palavra “Stabat”(estava
de pé) e a atitude firme e enérgica da Virgem! Que pensar disso? Será que os primeiros
quereriam uma Mãe, que, em semelhante circunstância, não sentisse na alma essa dor?
Certamente não seria ela mais uma Mãe; não a compreenderíamos e jamais ela poderia
ser para nós o modelo de quem sofre! E os segundos, será que estariam esquecidos
de que, fortificada por uma graça especial e associada ao suplício de seu Divino
Filho, a Virgem Maria, embora acabrunhada das mais acerbas dores, não poderia permanecer
firme e corajosa?
Nem insensibilidade, nem fraqueza, nem firmeza,
nem desmaio. Maria devia estar assim, “de pé” e “dolorosa”, para sua própria glória
e para nosso ensinamento. Ao levar em conta o que ensina esse poema, é um mistério
do nosso resgate, pelos sofrimentos de Jesus e de Maria, aos quais devemos nos associar
com os nossos próprios sofrimentos.
Na monotonia dolente das palavras e da melodia,
o autor toca as íntimas cordas da sensibilidade do nosso ser, levando-nos a ouvir
a comovente queixa, apresentada de uma maneira ingênua e cativante, por meio de
frases que expressam o drama mais agudo que o mundo já viu, despertando em nós emoção,
compaixão e sacrifícios.
História da Paixão de Jesus e da Compaixão e
Agonia da Virgem. História da Redenção: Falas e apelos expressos em estrofes monótonas
que vão se escorrendo como lágrimas.
Canto ou prece que jamais haverá de cessar de
comover e, ao mesmo tempo, de consolar, de fortificar e de elevar as almas, que
na Sexta-feira santa e na Festa da Virgem das dores, revivem o drama do Calvário.
Nas duas últimas estrofes, o autor apela a Cristo
e sua Mãe: que lhe dêem, a ele e a todos, a glória do Paraíso.
“Vindo, Ó Cristo, minha hora,
Pela Mãe, me venha agora
A palma da vitória”
“Quando o meu corpo deixar de viver,
Faze minh’alma receber a glória do paraíso. Amém!
Aleluia!”
Assim a luta se finda e a vida triunfa!
Seria a devoção à Nossa Senhora da Agonia idêntica
a da Nossa Senhora da Soledade? Talvez só na aparência. Na realidade, porém, há
uma grande diferença. Na devoção à Nossa Senhora da Soledade o enfoque se dá na
Solidão da Virgem, diante do bem supremo que lhe é tirado, embora por pouco tempo;
enquanto que, na devoção à Nossa Senhora da Agonia, o enfoque se concentra na luta
da Mãe e do Filho, que se põe nas mãos de Deus, no total despojamento de si mesmos,
para que a humanidade sobreviva na esperança da salvação, pelos méritos do Filho,
que o Pai não quis poupar, para que nós fôssemos poupados.
START MATER
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1
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Stabat Mater dolorosa |
1
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De pé a Mãe dolorosa |
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Juxta Crucem lacrimosa |
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Junto da cruz lacrimosa, |
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Dum pendebat Filius. |
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Via Jesus que pendia. |
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2
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Cujus animam gementem, |
2
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No coração transpassado, |
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Contristatam et dolentem, |
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Sentia o gládio enterrado |
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Pertransivit gladius. |
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De uma cruel profecia. |
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3
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O quam tristis et afflicta |
3
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Mãe entre todas bendita, |
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Fuit illa benedicta, |
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Do Filho único aflita, |
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Mater Unigeniti! |
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A imensa dor assistia! |
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4
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Quae maerebat et dolebat, |
4
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E suspirando chorava, |
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Pia Mater, dum videbat |
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E da cruz não se afastava, |
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Nati poenas inclyti. |
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Ao ver que Jesus morria. |
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5
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Quisest homo qui non fleret, |
5
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Pobre mãe tão desolada, |
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Matrem Christi si videret |
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Ao vê-la assim transpassada, |
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In tanto suplicio? |
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Quem de dor não chorava? |
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6
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Quis non posset contristari, |
6
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Quem não se contristaria, |
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Christi Matrem contemplari, |
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Ao contemplar a Mãe de Cristo, |
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Dolentem cum Filio? |
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Ante a uma tal agonia? |
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7
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Pro peccatis suae gentis, |
7 |
Para salvar sua gente, |
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Vidit Jesum in tormentis, |
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Eis que seu Filho inocente, |
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Et flagellis subditum. |
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Suor e sangue vertia. |
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8
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Vidit suum dulcem natum, |
8
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Vê seu doce Filho, |
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Moriendo desolatum, |
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na cruz abandonado, |
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Dum emisit spiritum. |
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Entregando ao Pai seu espírito. |
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9
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Eia Mater fons amoris, |
9
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Faze, ó Mãe, fonte de amor, |
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Me sentirie vim doloris, |
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Que o sinta em mim tua dor, |
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Fac ut tecum lugean. |
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Para contigo chorar. |
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10
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Fac ut ardeat cor meum, |
10
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Faze arder meu coração, |
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In amando Christum Deum |
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Partilhar tua paixão |
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Ut sibi complaceam. |
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E teu Jesus consolar. |
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11
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Sancta Mater, istud agas, |
11
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Ó Santa Mãe, por favor, |
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Crucifixi fige plagas, |
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Faze que as chagas do amor, |
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Cordi meo valide. |
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Em mim se venham cravar. |
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12 |
Tui nati vulnerati, |
12
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O que Jesus padeceu, |
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Tam dignati pro me pati, |
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Venha sofrer também eu, |
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Poenas mecum divide. |
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Causa de tanto penar. |
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13
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Fac me tecum pie flere, |
13
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Ó dá-me, enquanto viver, |
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Crucifixo condolere, |
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Com Jesus sofrer, |
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Donec ego vixero. |
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Contigo sempre chorar. |
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14
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Juxta crucem tecum stare, |
14
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Quero ficar junto à cruz, |
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Et me tibi sociare, |
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Velar contigo a Jesus, |
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Im planctu desidero. |
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E o teu pranto enxugar. |
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15
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Virgo virginum praeclara, |
15
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Virgem tão santa e pura, |
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Mihi jam non sis amara: |
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Vendo em tua amargura: |
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Fac me tecum plangere. |
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Possa contigo chorar. |
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16
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Fac ut portem Christi mortem, |
16
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Que de Jesus eu traga morte, |
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Passionis fac consortem, |
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Sua paixão me conforte, |
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Et plagas recolere. |
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Sua cruz possa abraçar. |
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17 |
Fac me plagis vulnerari, |
17
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Em sangue as chagas me lavem, |
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Fac me cruce inebriari, |
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E no meu peito se grave |
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Et cruore Filii. |
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O sangue do Filho não mais se apagar. |
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18
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Flammis ne urar succensus, |
18
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No julgamento consegue, |
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Per te, Virgo, sim defensus, |
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Ó Virgem, que às chamas não seja entregue |
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In die judicii. |
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Quem soube em Ti se abrigar. |
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19
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Christe, cum sit hinc exire, |
19
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Vindo, ó Cristo, minha hora, |
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Da per Matrem me venire, |
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Pela Mãe, me venha agora |
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Ad palmam victoriae. |
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A palma da vitória. |
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20
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Quando corpus morietur, |
20
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Quando meu corpo deixar de viver |
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Fac me animae donetur, |
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Faze minh’alma receber |
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Paradisi gloria. Amen!
Allelluia ! |
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A glória do Paraíso. Amém ! Aleluia! |